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Comunicação / Mensagem Grão-Mestre

 

A Grande Loja e a Revitalização da Maçonaria Brasileira

A GRANDE LOJA E A REVITALIZAÇÃO DA MAÇONARIA BRASILEIRA  

O Brasil passa por uma crise severa em meio a uma série aparentemente interminável de denúncias, trocas de acusações e escândalos. A cada momento somos bombardeados pelas mídias que nos informam que esse quadro de crise das instituições políticas e de profunda crise econômica gera muita insegurança. A população está cada vez mais alheia e hostil ao modelo de democracia existente e exige representatividade. Há um desgaste da população em relação à institucionalidade política e aos partidos políticos. A corrupção é considerada a principal causa de todos os males, acusada de sucatear a saúde e a educação dos brasileiros e ser a fonte da insegurança social que, por sua vez, gera a violência, a desigualdade, a pobreza, a falta de oportunidades e horizontes. Há um clamor generalizado por justiça. Esse clima de revolta, de indignação e de perplexidade tem marcado presença em nossos templos e isso não poderia ser diferente: afinal de contas, todos os nossos iniciados são pinçados na sociedade civil para fazer parte de nossa utopia de um mundo mais justo, mais igual, mais fraterno através do aperfeiçoamento do homem próprio homem. Como Grão-Mestre, fui o pioneiro no lançamento do manifesto “Maçonaria contra a corrupção” no distante ano de 2005, colocando a Grande Loja na vanguarda dos protestos. Uma década se passou e nada, ou muito pouco, mudou.

Um dos principais argumentos para justificar o nosso manifesto era o fato inconteste de que a Maçonaria sempre esteve presente em momentos fundamentais da nossa História, como a Independência do Brasil, a Proclamação da República, a abolição da escravatura, a redemocratização do País, entre outras intervenções decisivas para o bem-estar do nosso povo. Asseverei na época, e continuo asseverando hoje, que a Maçonaria como instituição não pode andar a reboque de manifestações de rua e nem pode ser levada a tomar posições a partir de interesses que não os da preservação do bem-estar comum. No dia em que a Maçonaria precisar fazer passeata para conseguir qualquer coisa vai perder o seu valor. A Maçonaria não vai atrás: lidera.
Com isto não quero dizer que o Maçom não possa ou não deva se posicionar contra o que entenda justo e perfeito. Muito ao contrário; ele tem por dever, como livre pensador que é, de defender com vigor seus ideais. Mas sempre em nome próprio, deixando que a Maçonaria trilhe os caminhos que sempre a mantiveram como vanguardeira e respeitada perante o povo e os poderes constituídos. Estes são os motivos pelos quais não houve e nunca haverá qualquer manifestação em nome da Grande Loja, como instituição, a não ser quando o interesse maior a preservar seja o já citado bem-estar do povo e o exercício pleno da cidadania. A crise não arrefeceu. A turbulência continua. Os desafios são os mesmos de sempre. Os problemas clamam por soluções. Diante disso, é preciso nos conscientizarmos que o tempo dos manifestos se esgotou. É urgente passar das palavras para atos concretos. Buscar formas mais eficientes de participação. Encontrar alternativas viáveis para uma intervenção real e produtiva. Enfim, é urgente e necessário renovar a participação da Maçonaria no debate público. Nesse sentido, acredito que a CMSB 2017 será o momento ideal e inadiável para essa mudança de paradigma.  Isso exigirá a própria mudança dos trâmites e dos procedimentos da CMSB. O modelo e o formato das Assembleias da instituição começam a apresentar sinais de fadiga e perda de objetividade, apesar de ainda contarem com um significativo poder de mobilização. A produção dos últimos encontros tem se mostrado aquém do esperado. Seria interessante que todo o cerimonial fosse reavaliado e modernizado, tornando-o mais dinâmico. Os critérios de seleção dos temas a serem abordados merecem, igualmente, uma revisão, de modo a torná-los mais atraentes e objetivos, especialmente neste momento de crise no país do futuro.

 
A melhor resposta para a crise e a desesperança que envolvem, atormentam, conflagram e desafiam o Brasil de hoje é a renovação e a revitalização da Maçonaria Brasileira.

Waldemar Zveiter - Serenissimo Grão-Mestre

O Sereníssimo Grão-Mestre deseja BOAS FESTAS a todos os Irmãos!!


O dia do Maçom

AOS OBREIROS DA MUITO RESPEITÁVEL GRANDE LOJA MAÇÔNICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Neste dia 20 de agosto de 2015, quero parabenizar todos os obreiros da nossa Grande Loja pelo seu dia. O Dia do Maçom.

Este é um dia que foi instituído para comemorar aquilo que somos em todos os dias do ano e a cada momento de nossas vidas.  Este é o dia em que celebramos a nossa incansável busca pela perfeição, a nossa luta diuturna para o nosso aprimoramento pessoal e, consequentemente, da sociedade em que estamos inseridos como homens livres e de bons costumes, comprometidos com a Verdade dos nossos princípios morais.

Este é o dia em que aqueles que levantam “templos à Virtude” e cavam “masmorras ao Vício” meditam e fazem um balanço de seu trabalho e descobrem, com certeza e sem espanto, que ainda há muito a ser feito. Mas não desistem. Jamais! Erguem-se e continuam a sua labuta, tanto interna quanto externa, tanto espiritual quanto prática, unidos sob a bandeira iluminada da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Este é o dia em que somos convidados a relembrar nosso compromisso com a nossa Sacrossanta Instituição.

Este é o dia em que celebramos o fato de que ser Maçom é aperfeiçoar a Humanidade através do próprio ser humano. De que ser Maçom é ultrapassar as nossas limitações na tentativa sempre renovada de sermos sempre Justos e Perfeitos. De que ser Maçom é a cada dia refletirmos que, a partir do instante sublime da Iniciação, cada um de nós nasceu para uma nova existência onde começou a perceber o mundo através de um olhar mais abrangente, de uma visão mais humana e justa. De que ser Maçom é procurar burilar suas eventuais imperfeições na certeza de que com isso irá contribuir, através do refletir das suas atitudes, para uma sociedade mais fraterna e solidária. De que ser Maçom é transcender os nossos próprios limites através da Fraternidade Universal.

Com esta visão, nesse dia tão especial e de profunda simbologia, transmito a todos e a cada um o meu fraternal abraço, e com orgulho reafirmo a todos vós, como repositórios das esperanças de toda humanidade, que um dia, através da Maçonaria, teremos um mundo melhor, sem desigualdades sociais, com muita paz e benquerença entre os povos.

VIVA A MAÇONARIA! SALVE A MAÇONARIA!

Waldemar Zveiter
Sereníssimo Grão-Mestre

A Maçonaria na Era da Informação

A qualidade da comunicação é fundamental para que a Maçonaria, vivendo os novos tempos, continue a ajudar a sociedade brasileira a enfrentar as crises e os desafios trazidos pelos novos tempos.

Não existe nenhuma novidade em afirmar que vivemos na Era da Informação. Mas o que é Informação? De acordo com os dicionários, informação é o resultado do processamento, manipulação e organização de dados, de tal forma que represente uma modificação no conhecimento das pessoas. Seu valor varia de acordo com as necessidades e os interesses do cidadão: uma informação pode ser altamente relevante para uns e não ter significado nenhum para outros.

O certo é que vivemos num tempo em que estamos mergulhados em informação. Os estudiosos afirmam que, nos dias de hoje, produzimos milhares de vezes mais informações em um ano do que todas as gerações que vieram antes de nós. Isso pode soar positivo, mas qualquer tipo de excesso tem seu lado negativo. Milhares, talvez milhões de pessoas, podem estar vivendo, atualmente, o que se convencionou chamar “ansiedade de informação”, um transtorno que é causado pela dificuldade de digerir tamanha avalanche de notícias. Já há quem fale em “obesidade informacional”, caracterizada pelo consumo excessivo de informações desnecessárias e irrelevantes.

Diante desse quadro, é urgente a necessidade de zelar pela qualidade da informação. A Maçonaria, com sua experiência milenar, sempre zelou para que a comunicação entre os Irmãos não tivesse nenhum tipo de ruído, de controvérsia, de desentendimento. Nossos símbolos são o que são e valem mais que mil palavras. Nossos ritos são perpetuados através da prática e da obediência de gerações e gerações de obreiros. As nossas tradições são universais. Um Maçom pode frequentar uma Loja no Rio de Janeiro, em Londres, em Nova York e sentir-se em casa.

Isso não quer dizer que a Maçonaria seja impermeável aos novos tempos. Muito pelo contrário. A informatização da Grande Loja, por exemplo, é uma iniciativa que tem como objetivo modernizar nossa administração e aperfeiçoar nossa comunicação com os Irmãos e as Lojas. 

Nesse sentido, o primeiro encontro para capacitação dos gestores das Lojas e habilitação ao uso do sistema informatizado da GLMERJ, realizado no dia 28 de fevereiro, na Loja Fraternidade de Rio das Ostras, reflete nosso empenho em nos manter atualizados e em sintonia com os novos tempos. Tal iniciativa é bem mais que o cumprimento do nosso compromisso de campanha: é um passo decisivo para estreitar os laços de fraternidade entre os Obreiros da Arte Real e tornar mais clara, transparente e efetiva a relação entre as Lojas e a Alta Administração da Grande Loja.

Tudo isso, meus Irmãos, pode ser dito de uma forma simples: a qualidade da comunicação é fundamental para que a Maçonaria, vivendo os novos tempos, continue a ajudar a sociedade brasileira a enfrentar as crises e os desafios trazidos pelos novos tempos.

Um tríplice e fraternal abraço.

Sereníssimo Grão-Mestre Waldemar Zveiter

Boas Festas e um Próspero Ano Novo

Estamos construindo, juntos, uma Nova Grande Loja.

E é com esse espírito construtivo, de confiança no futuro, que desejo a toda a Família Maçônica Boas Festas e um Próspero Ano Novo. Vamos celebrar essa passagem para o novo ano com alegria no coração, abraços de felicidade, muitas luzes, e com a certeza de que os sonhos serão realizados.

Sereníssimo Grão-Mestre Waldemar Zveiter